A partir da exploração do livro
O PONTO, de Peter Reynolds
Bastou um ponto numa folha em branco e...
...surgiram verdadeiras obras de arte na turma 3º/4º A AL
Vamos também ver o filme
Espaço destinado à publicação de sugestões de leituras e de produções escritas dos alunos de 1º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Arouca, no âmbito da Educação Literária, um Projeto do Departamento Curricular do 1º CEB
Quando leio crio asas para viajar pelo mundo. Quando escrevo abro as asas do meu mundo.
Vamos também ver o filme
Há cerca de 2000 anos atrás, a caneta Maria e o lápis José foram para Belém que é uma cidade na Palestina, localizada na parte central da Cisjordânia, é, para a maior parte dos cristãos, o local onde nasceu Jesus de Nazaré. A cidade é habitada por uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo.
Quando lá chegaram, e devido ao estado de Maria, grávida de nove meses,
procuraram em todas as bibliotecas um sítio para ela dar à luz o seu Menino.
Depois de muita procura, entraram na pequena biblioteca da aldeia.
Passado pouco tempo, e perante a curiosidade de todos os livros,
revistas, cadernos e letras espalhadas pelas paredes, a caneta Maria teve o seu
Aparo Menino. Aconchegou-o para o seu peito e depois deitou-o num grande livro
de animais. O tempo estava frio. Do livro saíram a burra Borracha e a vaca Afia
para o aquecer.
A curiosidade cada vez aumentava mais. Os livros, as revistas, os
cadernos, num enorme corrupio, começaram a sair das prateleiras para ver o
Aparo Menino. Desta grande agitação destacaram-se três livros muito bonitos que
estavam guardados num estojo e saltaram cá para fora três marcadores coloridos.
Um era Castanho, outro Cor de Pele e o último era Cor de Rosa. Todos usavam
coroa. Até pareciam Reis! Um ofereceu ao menino tampas de canetas que brilhavam
muito, outro um caderno especial e raro e o outro uma tinta muito cheirosa.
A notícia rapidamente se espalhou. A curiosidade foi tamanha que esta
pequenina biblioteca de aldeia se tornou numa enorme galeria, num santuário
para os amantes das coisas da escola!
Este foi o Natal do material escolar.

UMA AVENTURA NO NATALNuma noite de chuva, o menino e a mãe pobres estavam à procura de um abrigo para ficarem.O menino encontrou um gatinho esfomeado e foi questionar a mãe se podia ficar com ele:- Mãe, podemos ficar com aquele gatinho? Ele está com muita fome!- Sim, claro que podes! Mas cuida bem dele – lembrou a mãe.De repente, ouviu-se uma voz. Era um duende a conversar com uma árvore falante:- Já te disse…Entretanto, o pequenino duende disse-lhes:- Sigam-me, vão encontrar um lugar maravilhoso para ficarem.- Mas não tem nada aqui por perto! – exclamaram eles.- Tem aqui um portal que vai levar-vos à fábrica de Pai Natal – sugeriu o duende.- Podem entrar – falou a árvore oferecendo-lhes uma viagem.Após um minuto chegaram.O menino e a mãe, surpreendidos, já não estavam tristes.O duende levou-os ao Pai Natal e ele gritou, carinhosamente:- Ho! Ho! Ho! O que vieram aqui fazer?Eles disseram que estavam à procura de um abrigo e que um duende os tinha levado até ali.O Pai Natal levou-os a casa e ofereceu-lhes um presente gigante. Eles ficaram deslumbrados!Nunca mais se esqueceram desta aventura.
Íris Pinho e Dinis Rosário, 4º A AR
O MILAGRE DE NATAL
Numa noite
luzente, um menino que morava num casebre estava triste porque não iria ganhar
presentes, pois era pobre.
- Quem me
dera receber uma prenda! – exclamou com tristeza.
A mãe estava
atrás da porta a ouvi-lo.
Após isso, a
mãe foi até ao Pai Natal. Ela começou a ter frio e lembrou-se que tinha burros
e vacas, para que o bafo a esquentasse.
Entretanto,
viu uma casa no meio do nada e descobriu que era a casa do Pai Natal.
Deslumbrada, ela não acreditava que o
Pai Natal existia.
-É impossível o Pai Natal existir!!!
Estou surpreendida! – exclamou a mãe.
Quando a mãe chegou, o gatinho do
menino foi logo tentar arranhar o papel de presente.
Depois a mãe levou carinhosamente o
presente e uma árvore falante que está na sala.
- Olá, temos um presente para ti! –
disse a árvore.
- Para mim? – espondeu, animado, o
menino.
Quando foi abrir o presente, havia lá
um duende telecomandado.
E com isso, foi o melhor Natal de
sempre e com o melhor presente do mundo.
Afonso Brandão, Duarte Soares e Francisco Rocha, 4ºA AR
O coelhinho Natalício andava muito ansioso, sentia algo no ar, na quinta da avó Idalina.
- É o Natal que está a chegar – explicava o gato Leopoldo.
- Mas o que é o Natal? – interrogava ele.
- É uma ocasião muito importante para os humanos. Ficam sempre agitados, nesta ocasião – esclarecia Rufo, o cão.
- Mas porquê?
- São lá coisas deles, Natalício – respondiam-lhe.
Resolveu ir espreitar. Se eram coisas dos humanos, havia de descobrir. Abeirou-se da janela da cozinha, onde a avó Idalina lanchava com as crianças, e pôs-se à escuta.
- Pois é, meninos, – contava a avó – foi assim mesmo. Esse menino especial nasceu naquele lugar tão pobrezinho, sem conforto. Só tinha o amor dos pais e o bafo quentinho dos animais para o aquecer.
- Que bonito, avozinha! Conta mais! – pediam, entusiasmados, os netos.
- Então, brilhou uma estrela no céu. Uma estrela radiosa que ofuscava o brilho de todas as outras.
- Ah eu sei, avó! – gritou a neta mais velha, que já tinha ouvido a história, ano após ano. – Posso ser eu a contar?
- Os três Reis Magos, guiados pela luz da estrela, foram seguindo e encontraram o menino. E até lhe levaram presentes e tudo!
- É verdade. E sabem quando foi isso?
- É agora, no Natal! – responderam os netos.
- Bem… - corrigiu a avó Idalina. – Já foi há mais de dois mil anos. Mas todos os anos, nesta altura, festejamos o seu nascimento.
Tal era a excitação do pequeno Natalício que já nem ouviu a correção feita pela avó. Bastou-lhe escutar “É agora, no Natal”, para dar um salto de alegria e correr para junto dos irmãos, aos gritos.
- Nasceu um menino muito importante! Por isso é que é Natal! Estão a ouvir-me? Venham todos, vamos fazer-lhe uma visita!
O gato Leopoldo ainda tentou explicar que tinha sido há muito, muito tempo. Ele conhecia a história. Era um gato muito velho, já a tinha ouvido vezes sem conta. Mas só conseguiu que o coelho se zangasse.
- Estou a ver que ninguém se dispõe a acompanhar-me. Que preguiçosos!
- Não estás a entender, Natalício. Tu nem sabes onde está esse menino – advertiram os outros coelhitos.
- Que importa? Sei que hei de encontrá-lo. Vou seguir a estrela, como os reis.
- Mas que estrela? E que reis? Não sabes o que dizes.
- Sei o que ouvi à avó Idalina. Ela disse que o menino é muito importante. Que nasceu pobrezinho, sem conforto, que só se aquece com o bafo dos animais. Vou lá confortá-lo e, quem sabe, ainda lhe levo um presente.
- Mas tu és apenas um coelho, Natalício – riu-se o cão Rufo. – O que é que um simples coelho pode oferecer a um bebé? Ora adeus…
- Mas ele não é um recém-nascido – não desistia de tentar esclarecer o gato Leopoldo. - Ele…
- Deixem-se de coisas! Se não querem vir, vou sozinho.
Mas quando disse isto, já os amigos não o conseguiam ouvir porque ele corria apressado, aos saltos pelo monte, como se soubesse com toda a certeza o caminho a tomar.
Mas não sabia. Não fazia a mais pequena ideia. Depressa chegou a essa conclusão. Já devia ter percorrido uma distância enorme, pois estava exausto e cheio de fome. Já tinha andado para a frente e para trás, em linha reta, em linha curva e até em círculos.
- Acho que já aqui passei. – suspirava. – Também… onde estará a tal estrela de que falava a avó? Sem ela não me oriento.
Parou um pouco para descansar, quando avistou três homenzinhos. Correu para eles.
- Boa tarde, senhores! Sereis vós os três reis?
- Três reis? Mas que reis? Andamos à procura das nossas ovelhas. Está a anoitecer, temos de ir para casa. Mas que reis!...
- Ah pensei que eram os três reis que vão visitar o menino Jesus!
- Pois então!! Não
deves estar bom do juízo!
O coelhinho continuou o
caminho. Foi anoitecendo e teve de parar. Sempre tivera medo do escuro.
Deitou-se junto a uma pedra e tentou dormir. Adormeceu mesmo. Mas, por pouco
tempo. Acordou com as estrelas a brilhar sobre a cabeça. Ficou contentíssimo.
- Agora é só procurar a
mais brilhante. Parece-me bem que é aquela lá no alto, a que ofusca o brilho das
outras. Vou segui-la.
No entanto, as
dificuldades ainda não tinham acabado. Nem ele imaginava como podia ser
arriscado um coelhito andar no mato, pela noite dentro, sozinho e ignorante dos
perigos. De repente, ouviu uns passinhos ligeiros. Algo espreitava por trás das
moitas. E não devia ser amigo, suspeitou. Correu o mais que pode, tentando não
olhar para trás, para não perder tempo. Mas não resistiu. E o que viu ele? Uma
raposa que o perseguia, perto, cada vez mais perto, aproximando-se
perigosamente.
De um salto, Natalício
enfiou-se por um tronco a dentro, que se encontrava caído no campo. A raposa
tentou enfiar-se também, mas tinha o focinho largo, ficou presa. Então, o
coelhito fugiu pelo outro lado do tronco e correu o mais que pode, tremendo e
torcendo para que a perseguidora ficasse ali retida muito tempo. Nunca mais a
viu.
Correr durante a noite
não é nada fácil, mesmo à luz das estrelas. Quando o Natalício deu por si,
estava a rebolar por um declive a baixo, aos tropeções, embatendo nas pedras.
Chegou ao sopé cheio de arranhões e com uma imensa vontade de desistir.
Depois lembrou-se que
estava quase a não conseguir aguentar a fome. Lembrou-se então do pequenino
recém-nascido.
- Será que também tem
fome? Será que a mãe tem leite para o amamentar? Coitadinho, tão pobrezinho e
eu sem nada que lhe levar de presente. Quem tinha razão era o cão Rufo. Não
passo de um simples coelho, maluco e presunçoso. Acho que posso tudo e afinal,
nem com o consigo encontrar.
Suspirou, muito triste.
Foi então que, ao longe, por entre as estrelas que se iam apagando, porque
estava a amanhecer, vislumbrou um fumozito que saía de uma chaminé. Encheu-se
de esperança.
- Vou lá ver! Pode ser
que me saibam informar.
Correu, animado, e só
parou à porta entreaberta de um casebre, de janelas e telhas partidas. Era dali
que saía o fumo. Espreitou, um pouco receoso.
- Que vejo eu?
Dentro da casa estava
um casal pobremente vestido, pareciam mendigos. No meio deles, embrulhado em
serapilheira, estava uma criança muito pequena, tão pequena que bem podia ser
um bebé.
- Será o menino de que
falou a avó Idalina? Mas não vejo os reis. Se calhar vieram e foram logo
embora. Para reis, não foram nada delicados!…
Olhou com atenção, à
procura dos animais que o deveriam aquecer com o bafo, mas também não estavam
lá.
- Se calhar,
enganei-me. Nem reis nem animais.
Logo sentiu imensa
compaixão por aquela pobre família.
- Estou aqui e não vou
deixar de lhe dar o único presente que tenho: o calor do meu pelo e do meu
bafo.
Entrou e aconchegou-se
junto do pequenino, que dormia sossegado num montinho de feno. Nesse momento,
espantado, mas profundamente agradecido, viu entrar os irmãos coelhinhos, o
gato Leopoldo e o cão Rufo.
- Pensavas que te íamos
deixar sozinho nesta aventura?!
Aconchegaram-se junto ao bebé e adormeceram felizes. Tinham ali o seu Natal!
Maria de Lurdes Duarte, Lugares e Palavras de Natal IX volume, (coletânea de vários autores), Editora Lugar da Palavra
Ilustração: 1º/2º A AL
PALAVRA-PUXA-PALAVRA
NATAL é conviver com a família.
Família é alegria, união e amor.
Amor devemos partilhar com todos,
Todos os seres vivos do planeta.
Planeta está todo iluminado, porque é NATAL.
4º A AR
NATAL deve ser comemorado em família.
Família é amor, carinho e afeto.
Afeto devemos dar a toda a gente,
Gente do mundo inteiro.
Inteiro é o nosso coração solidário,
Solidário tem de ser o nosso NATAL.
3º/4º A AL
ACRÓSTICOS
Natal é festa da família.
Alegria por estarmos todos reunidos.
Todos devem partilhar, ajudar e amar.
A magia do Natal é fantástica!
Lado a lado não devemos festejar para a Covid não contagiar.
4º A AR
Natal é uma ocasião especial de
Amor, carinho e amizade,
Também de conviver com a família,
Alegria quando estamos todos juntos.
Luzes coloridas entram no nosso coração.
1º/2º A AL
“Lenda” de Egas Moniz no Séc. XXI
Há uns séculos atrás, mais precisamente no séc. XII, andava Egas Moniz no seu cavalo a visitar as terras da sua família, em Alvarenga, quando lhe apareceu um menino vestido de maneira estranha, com um grande objeto na mão.
Vestia uma camisola preta, calções de ganga e um calçado de aspeto confortável, feito de um material que Egas Moniz não conhecia. Eram umas sapatilhas, mas ele não sabia! Na cabeça em vez de um elmo, usava uma peça de tecido vermelho. Era um boné, mas ele também não sabia!
- Mas que pessoa é esta? – espantou-se Egas Moniz.
- Eu sou o João e quero oferecer-te este presente.
- O que é isso que tens na mão? Para que serve? Que roupa é essa que trazes vestida?
- A minha roupa não importa, o que importa é o resto – respondeu o João.
- Qual resto? De que estás a falar?
O João explicou que lhe queria dar um espelho para ele ver como era belo. Virou o espelho para o Egas Moniz e este viu a sua imagem. Ele ficou muito orgulhoso e vaidoso. De repente, do espelho saiu uma luz e o cavaleiro sentiu-se puxado para dentro do espelho.
Sem saber como, viu-se no século XXI, no ano 2020, na mesma em Alvarenga, mas em cima de uma mota enorme e com uma roupa muito diferente. Em vez do elmo usava um capacete preto.
Ainda meio confuso, foi dar uma volta por esta nova Alvarenga. Meteu por uma estrada e chegou a uma ponte. Parou e estacionou a mota para observar o Rio Paiva. Ele viu uns passadiços feitos de madeira que subiam pela montanha acima. Apesar de estar a chover, havia muito gente a caminhar nos passadiços. Subitamente, viu um pobre homem sentado numa pedra à entrada dos passadiços.
- Olá, preciso de ajuda, por favor! Dê-me uma esmola – pediu o mendigo.
- O que é uma esmola?
- Esmola é alguma coisa que me possa dar.
- Não tenho moedas para te dar. Tens frio? Tens fome?
- Tenho muito frio e muita fome.
Egas Moniz colocou as mãos nos bolsos e tirou um grande pedaço de pão e de presunto. Deu tudo ao mendigo. Este ficou muito feliz, começando logo a comer. Despiu o casaco e entregou-lhe. O pobre homem agradeceu e vestiu-o logo.
De um instante para o outro, a chuva parou e raiou um sol maravilhoso. Quando os raios de sol bateram em Egas Moniz, deu-se uma magia e ele foi transportado de volta para o seu tempo.