Quando leio crio asas para viajar pelo mundo. Quando escrevo abro as asas do meu mundo.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Dia dos Namorados

 O AMOR É...

3º/4º A BO


"O amor é gostar dos outros... Amar todas as pessoas, pessoas de todas as cores, cores que iluminam o mundo..." - Leonor Jordão


Leonor Jordão

O amor

O amor é gostar dos outros

Outros não sabem o que é o amor.

Amor é uma palavra forte

  Forte é o amor que sinto pelos meus pais.

Pais é a melhor coisa do mundo

Mundo devia ser rodeado por amor.

     Amor é a melhor sensação que podemos ter

Ter um sonho que sempre desejamos.

Desejamos o melhor a todos

Todos devemos ser felizes

Felizes temos de ser para sempre!

      Sara

O amor

O amor é gostar dos outros

Outros são nossos amigos

Amigos gostam de nós

Nós somos amor

Amor é

É paixão!

Laura

O amor

O amor é gostar dos outros

Outros podemos amar

Amar é saber respeitar

Respeitar é saber estar!

Iara

O amor

O amor é gostar dos outros

Outros especiais como nós.

Nós que amamos a família

Família que é tão grande

Grande como o sol!

Sol que nos aquece

Aquece como um dia de verão

Verão de férias e alegria!

Alegria de estar com amigos

Amigos que andam na escola

Escola fonte de sabedoria!

Sabedoria que é amor

Amor que é transformar

Transformar tudo em amor!

Gabriel

O amor

O amor é gostar dos outros

Outros para amar

Amar até ao infinito.

Infinito é o amor

Amor pela família

Família é um bem precioso.

Precioso para amar

Amar sem limite!

Mariana




quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Um conto de Natal

O COELHINHO DO NATAL

              O coelhinho Natalício andava muito ansioso, sentia algo no ar, na quinta da avó Idalina.

              - É o Natal que está a chegar – explicava o gato Leopoldo.

              - Mas o que é o Natal? – interrogava ele.

              - É uma ocasião muito importante para os humanos. Ficam sempre agitados, nesta ocasião – esclarecia Rufo, o cão.

- Mas porquê?

- São lá coisas deles, Natalício – respondiam-lhe.

Resolveu ir espreitar. Se eram coisas dos humanos, havia de descobrir. Abeirou-se da janela da cozinha, onde a avó Idalina lanchava com as crianças, e pôs-se à escuta.

- Pois é, meninos, – contava a avó – foi assim mesmo. Esse menino especial nasceu naquele lugar tão pobrezinho, sem conforto. Só tinha o amor dos pais e o bafo quentinho dos animais para o aquecer.

- Que bonito, avozinha! Conta mais! – pediam, entusiasmados, os netos.

- Então, brilhou uma estrela no céu. Uma estrela radiosa que ofuscava o brilho de todas as outras.

- Ah eu sei, avó! – gritou a neta mais velha, que já tinha ouvido a história, ano após ano. – Posso ser eu a contar?

- Os três Reis Magos, guiados pela luz da estrela, foram seguindo e encontraram o menino. E até lhe levaram presentes e tudo!

- É verdade. E sabem quando foi isso?

- É agora, no Natal! – responderam os netos.

- Bem… - corrigiu a avó Idalina. – Já foi há mais de dois mil anos. Mas todos os anos, nesta altura, festejamos o seu nascimento.

Tal era a excitação do pequeno Natalício que já nem ouviu a correção feita pela avó. Bastou-lhe escutar “É agora, no Natal”, para dar um salto de alegria e correr para junto dos irmãos, aos gritos.

- Nasceu um menino muito importante! Por isso é que é Natal! Estão a ouvir-me? Venham todos, vamos fazer-lhe uma visita!

O gato Leopoldo ainda tentou explicar que tinha sido há muito, muito tempo. Ele conhecia a história. Era um gato muito velho, já a tinha ouvido vezes sem conta. Mas só conseguiu que o coelho se zangasse.

- Estou a ver que ninguém se dispõe a acompanhar-me. Que preguiçosos!

- Não estás a entender, Natalício. Tu nem sabes onde está esse menino – advertiram os outros coelhitos.

- Que importa? Sei que hei de encontrá-lo. Vou seguir a estrela, como os reis.

- Mas que estrela? E que reis? Não sabes o que dizes.

- Sei o que ouvi à avó Idalina. Ela disse que o menino é muito importante. Que nasceu pobrezinho, sem conforto, que só se aquece com o bafo dos animais. Vou lá confortá-lo e, quem sabe, ainda lhe levo um presente.

- Mas tu és apenas um coelho, Natalício – riu-se o cão Rufo. – O que é que um simples coelho pode oferecer a um bebé? Ora adeus…

- Mas ele não é um recém-nascido – não desistia de tentar esclarecer o gato Leopoldo. -  Ele…

- Deixem-se de coisas! Se não querem vir, vou sozinho.

Mas quando disse isto, já os amigos não o conseguiam ouvir porque ele corria apressado, aos saltos pelo monte, como se soubesse com toda a certeza o caminho a tomar.

Mas não sabia. Não fazia a mais pequena ideia. Depressa chegou a essa conclusão. Já devia ter percorrido uma distância enorme, pois estava exausto e cheio de fome. Já tinha andado para a frente e para trás, em linha reta, em linha curva e até em círculos.

- Acho que já aqui passei. – suspirava. – Também… onde estará a tal estrela de que falava a avó? Sem ela não me oriento.

Parou um pouco para descansar, quando avistou três homenzinhos. Correu para eles.

- Boa tarde, senhores! Sereis vós os três reis?

- Três reis? Mas que reis? Andamos à procura das nossas ovelhas. Está a anoitecer, temos de ir para casa. Mas que reis!...

- Ah pensei que eram os três reis que vão visitar o menino Jesus!

- Pois então!! Não deves estar bom do juízo!

O coelhinho continuou o caminho. Foi anoitecendo e teve de parar. Sempre tivera medo do escuro. Deitou-se junto a uma pedra e tentou dormir. Adormeceu mesmo. Mas, por pouco tempo. Acordou com as estrelas a brilhar sobre a cabeça. Ficou contentíssimo.

- Agora é só procurar a mais brilhante. Parece-me bem que é aquela lá no alto, a que ofusca o brilho das outras. Vou segui-la.

No entanto, as dificuldades ainda não tinham acabado. Nem ele imaginava como podia ser arriscado um coelhito andar no mato, pela noite dentro, sozinho e ignorante dos perigos. De repente, ouviu uns passinhos ligeiros. Algo espreitava por trás das moitas. E não devia ser amigo, suspeitou. Correu o mais que pode, tentando não olhar para trás, para não perder tempo. Mas não resistiu. E o que viu ele? Uma raposa que o perseguia, perto, cada vez mais perto, aproximando-se perigosamente.

De um salto, Natalício enfiou-se por um tronco a dentro, que se encontrava caído no campo. A raposa tentou enfiar-se também, mas tinha o focinho largo, ficou presa. Então, o coelhito fugiu pelo outro lado do tronco e correu o mais que pode, tremendo e torcendo para que a perseguidora ficasse ali retida muito tempo. Nunca mais a viu.

Correr durante a noite não é nada fácil, mesmo à luz das estrelas. Quando o Natalício deu por si, estava a rebolar por um declive a baixo, aos tropeções, embatendo nas pedras. Chegou ao sopé cheio de arranhões e com uma imensa vontade de desistir.

Depois lembrou-se que estava quase a não conseguir aguentar a fome. Lembrou-se então do pequenino recém-nascido.

- Será que também tem fome? Será que a mãe tem leite para o amamentar? Coitadinho, tão pobrezinho e eu sem nada que lhe levar de presente. Quem tinha razão era o cão Rufo. Não passo de um simples coelho, maluco e presunçoso. Acho que posso tudo e afinal, nem com o consigo encontrar.

Suspirou, muito triste. Foi então que, ao longe, por entre as estrelas que se iam apagando, porque estava a amanhecer, vislumbrou um fumozito que saía de uma chaminé. Encheu-se de esperança.

- Vou lá ver! Pode ser que me saibam informar.

Correu, animado, e só parou à porta entreaberta de um casebre, de janelas e telhas partidas. Era dali que saía o fumo. Espreitou, um pouco receoso.

- Que vejo eu?

Dentro da casa estava um casal pobremente vestido, pareciam mendigos. No meio deles, embrulhado em serapilheira, estava uma criança muito pequena, tão pequena que bem podia ser um bebé.

- Será o menino de que falou a avó Idalina? Mas não vejo os reis. Se calhar vieram e foram logo embora. Para reis, não foram nada delicados!…

Olhou com atenção, à procura dos animais que o deveriam aquecer com o bafo, mas também não estavam lá.

- Se calhar, enganei-me. Nem reis nem animais.

Logo sentiu imensa compaixão por aquela pobre família.

- Estou aqui e não vou deixar de lhe dar o único presente que tenho: o calor do meu pelo e do meu bafo.

Entrou e aconchegou-se junto do pequenino, que dormia sossegado num montinho de feno. Nesse momento, espantado, mas profundamente agradecido, viu entrar os irmãos coelhinhos, o gato Leopoldo e o cão Rufo.

- Pensavas que te íamos deixar sozinho nesta aventura?!

Aconchegaram-se junto ao bebé e adormeceram felizes. Tinham ali o seu Natal!

Maria de Lurdes Duarte, Lugares e Palavras de Natal IX volume, (coletânea de vários autores), Editora Lugar da Palavra

Ilustração: 1º/2º A AL

A partir da leitura do conto, surgiu...

PALAVRA-PUXA-PALAVRA

NATAL é conviver com a família.

Família é alegria, união e amor.

Amor devemos partilhar com todos,

Todos os seres vivos do planeta.

Planeta está todo iluminado, porque é NATAL.

4º A AR


NATAL deve ser comemorado em família.

Família é amor, carinho e afeto.

Afeto devemos dar a toda a gente,

Gente do mundo inteiro.

Inteiro é o nosso coração solidário,

Solidário tem de ser o nosso NATAL.   

3º/4º A AL

ACRÓSTICOS

Natal é festa da família.

Alegria por estarmos todos reunidos.

Todos devem partilhar, ajudar e amar.

A magia do Natal é fantástica!

Lado a lado não devemos festejar para a Covid não contagiar.

4º A AR



    Natal é uma ocasião especial de

Amor, carinho e amizade,

Também de conviver com a família,

Alegria quando estamos todos juntos.

Luzes coloridas entram no nosso coração.   

1º/2º A AL